segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Poeminha presunçoso

Qualquer dia desses, quando acabar o expediente,
Desligarei o celular e ficarei pelo centro da cidade.
No Bar da Fava, o garçom me dirá que meu pai é cliente habitué e  me nomeará seu sucessor.
No Ponto de Cem Réis, o velho jornaleiro me dirá que, no Belo, Nininho foi o maior.
E, Na Praça Rio Branco,
A sombra fresca,
A cerveja gelada
E o choro antigo 
Enxugarão
Meu

Suor.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Emanuella

Que luta nós travamos apartados!
Quanta descrença, quantos dissabores
Minaram nossos sonhos de tremores
A despertar-nos tristes e calados

Que luta, enfim, mas nunca derrotados
Porquanto a tua luz cheia de amores
Guiou-me quando só restavam dores
A enxugar meus olhos marejados

E quando tu desceste em minha terra
Eu vi que Deus habita em tua Serra
Porque cobriu meus lares de alegria

Se um dia o sol se por em nossa história
Teu nome ecoará com toda a glória
E nunca passará de meio-dia!

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Soneto Milenar

Um sonho que me fora proibido
Dei conta que o vivia acordado
Pois se os lábios tiveras me negado
Bastou-me o teu sorriso permitido

Se nele foi que enfim se viu perdido
Quem já não desejava ser achado
A mim, se reviver fosse outorgado
Duma outra forma não teria agido

À parte a fantasia manifesta
Conste que tenho corpo e alma imersos
No afã de penetrar-te o limiar

E entrego-te a lira que me resta
Que, figurando hoje nestes versos
Estreies pr'um reinado milenar